Dom Oscar de Oliveira, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Arcebispo Metropolitano de Mariana

Aos que este Decreto virem, nossas saudações no Senhor.

A Igreja Santa cresce, cada dia na Terra, com o renascimento de novos filhos, pelo lavracro do Santo Batismo, pelo qual eles se incorporam a Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se filhos adotivos de Deus e herdeiros da vida eterna. Cresce, ainda, pela iluminação e santificação do Espírito Santo, “Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado.”

Cresce, outrossim, a Igreja com a fundação de uma nova paróquia, célula da diocese, e esta, por sua vez, integrante da Igreja Universal, como Igreja Particular.

É, pois, com viva gratidão a Deus e profundo contentamento que, agora, concretizamos nosso empenho de criar nesta promissora região siderúrgica da Açominas, esta Paróquia, tendo previamente ouvido o parecer favorável do Conselho Presbiteral.

Assim, pelo presente Decreto, no exercício canônico de nossa autoridade, havemos por bem criar como, de fato, criamos esta Paróquia cuja Igreja Matriz, a ser erguida, terá, por titular, o Divino Espírito Santo, que este fora o desejo desta comunidade.

Situada no Bairro Siderurgia (setor 3 e 4), esta Paróquia tem os seguintes limites:

“Partindo da rua Comendador Carlos Wigg, situada junto à esquina da Av. Mariza de Souza Mendes; daí, segue-se pela rua Comendador Carlos Wigg, no sentido Nordeste, por uma distância de aproximadamente 355,00 metros e Noroeste por mais 70,00 metros, passando pelas ruas Afonso Sardinha, Domingos Ferreira Pereira, Roque Schuch e Barão de Mauá, chega-se a rua Baldomero Barbará Filho; por estas, no sentido Noroeste, por uma distância de aproximadamente 240,00 metros, passando pela rua Amaro da Silveira e pela Av. Barão de Eschwege, chega-se a uma via de pedestre; por estas, no sentido Nordeste, por uma distância de aproximadamente 75,00 metros, chega-se a rua João Luiz Alves; por esta, no sentido Nordeste, por uma distância de aproximadamente 180,00 metros, passando pela rua Pandiá Calogeras, chega-se a rua José Joaquim Queiróz Júnior; por esta, no sentido Sudeste, por uma distância de aproximadamente 30,00 metros, chega-se a uma via de pedestres; por esta, no sentido Nordeste, por uma distância de aproximadamente 100,00 metros, chega-se a LO1-VE3; por esta, no sentido Sudeste, por uma distância de aproximadamente 800,00 metros, passando pela Av. Patriótica e a S4-VL1-04, chega-se a NS3-VE2; por esta, no sentido Sudeste, por uma distância de aproximadamente 285,00 metros, passando novamente pelaS4-VL1-04, chega-se a S4-VC1-01; por esta no sentido sudoeste, por uma distância de aproximadamente 1720,00 metros, passando pela rua Lafersa e pela S4-VL3-01, chega-se ao Rotor “RC”; daí, contorna o mesmo por uma distância de aproximadamente 80,00 metros, chega-se a LO2-VE2; por esta, no sentido Noroeste, por uma distância de aproximadamente 1025,00 metros, passando pela S4-VL3-03 e pela Av. Patriótica, chega-se a rua Comendador Carlos Wigg, ponto de início desta descrição, fechando o polígono com um perímetro de aproximadamente 4960,00 metros.”

O Concílio Vaticano II orienta: “A Paróquia congregando na unidade de todas as diversidades humanas que aí se encontram e inserindo-as na universalidade da Igreja, oferece um exemplo claro de apostolado comunitário. Habituem-se os leigos a trabalhar na Paróquia, intimamente unidos aos seus Sacerdotes… Cultivem o sentido da Diocese, de que a Paróquia é como uma célula, sempre prontas, a convite do Pastor, a juntarem também a sua colaboração às iniciativas diocesanas. Mais ainda: para corresponderem às exigências das cidades e das regiões rurais, não circunscrevam a sua cooperação aos limites da sua Paróquia ou Diocese, mas empenhem-se em estendê-la ao campo interparoquial , interdiocesano e internacional.” (Apostolicam actuoritatem; n. 10).

A seguinte lição do Vaticano II, sobre o Espírito Santo Santificador da Igreja, grave-se nos corações dos devotos do Divino Espírito Santo: “Enviado para santificar continuamente a Igreja e assim dar acesso até o Pai, por Cristo num só Espírito. Este é o Espírito da vida, a fonte de água que jorra a vida eterna; por Ele, o Pai dá a vida aos homens mortos pelo pecado, até que um dia ressuscitem em Cristo os seus corpos mortais. O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo: neles ora e dá testemunho de que são filhos adotivos. Leva a Igreja ao conhecimento da verdade total, unifica-a na comunhão e no mistério, dota-a e dirige-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e embeleza-a com seus frutos. Faz ainda rejuvenescer a Igreja com a força do Evangelho, renova-a continuamente e leva-a a união ao Senhor Jesus: “Vem” (Lúmen Gentium, n. 4).

Que a benção de Deus Uno e Trino, Pai e Filho e Espírito Santo, caia profusamente sobre esta Paróquia do Divino Espírito Santo.

Dada e passada a Cúria Arquiepiscopal de Mariana, no 1º Domingo da Quaresma, dia oito de março de mil novecentos e oitenta e um.

+ Oscar de Oliveira

Arcebispo Metropolitano de Mariana

Mons. João Deniz Valle

Chanceler do Arcebispado